Hora de ver a dança das baleias jubartes nos mares brasileiros

Entre julho e novembro, animais buscam as águas quentes do litoral do País para acasalar e dar à luz.
Gigantes, com cerca de 16 metros de comprimento, pesando até 40 toneladas e conhecidas como baleias cantoras, as Jubartes já começaram a chegar ao litoral brasileiro. De julho a novembro, a espécie procura as águas quentes da região da Bahia, vinda da Antártida, para acasalar e dar à luz.

Foto: Instituto Baleia Jubarte
Cerca de 20.000 animais devem dar o ar da graça por aqui este ano, de acordo com o porta-voz do Instituto Baleia Jubarte, Enrico Marcovaldi. Elas ficam concentradas principalmente no litoral baiano, na região de Abrolhos, o maior berço reprodutivo da espécie no Atlântico Sul. Graças à recuperação da espécie – em 2002 a população era de apenas 3 mil baleias – a faixa de observação cresce continuamente.

Para o Instituto, a oportunidade de ver as baleias mais de perto contribui para ensinar à população sobre a importância da preservação da espécie. “Nós somos uma ONG de pesquisa e preservação, apoiamos muito a atividade de turismo de observação porque assim as baleias valem muito mais vivas do que mortas”, explica Enrico.

No restante do ano, as jubarte ficam em águas subantárticas, nas proximidades das ilhas Geórgia do Sul, para se alimentarem de krill, um tipo de camarão, e armazenar energia para uma viagem rumos aos trópicos de mais de 4 mil km e que dura cerca de dois meses.

Sem tempo ruim. Nos passeios de observação de baleias, as chances de conseguir encontrar as gigantes é de 95%, segundo Enrico. Mas é preciso ficar de olho no tempo. “O sucesso também depende do tempo. Como é inverno, pode ser que se passem vários dias sem poder sair com a embarcação por causa do mar revolto ou porque está chovendo. Aí já é uma questão de segurança”.

Foto: Instituto Baleia Jubarte
“Baleiês”. Quem já assistiu à animação Procurando Nemo (2003) sabe que “baleiês” é a língua das baleias, segundo a peixinha Dory. A piada não é tão piada assim e dá para lembrar dela tentando falar vários dialetos, inclusive o “jubartês”, ao ouvir o canto das baleias. A Pixar sabia o que estava fazendo.

Brincadeiras à parte, estudos mostraram que o macho da espécie canta durante a fase reprodutiva e acredita-se que a função seja chamar a atenção das fêmeas ou afastar outros machos. Cada população de baleias tem a sua canção, e ela muda a cada temporada, sendo alterada lentamente até se tornar uma canção completamente diferente após cinco anos.


O Instituto Baleia Jubarte tem parceria com agência que oferece o serviço de observação das baleias em Itacaré:
Itajubarte
(73) 99813 6381 / 99836 1238
divesilva@yahoo.com.br

Por: Tania Valeria Gomes, Especial para O Estado

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