Itacaré e as gambiarras urbanas

Em várias cidades do país, sejam de pequeno, médio ou até de grande porte, as gambiarras urbanas predominam e tomam conta das vias públicas. Principalmente quando se trata das fiações de energia que se misturam com outras fiações como de telefonia e internet, e acabam por formar enormes emaranhados de cabos que devem deixar confusos até mesmo os técnicos que atuam nesta área.
São verdadeiros “ninhos” que lembram bastante os ninhos originais daquele passarinho apelidado de “joão garrancho” em muitas regiões do Brasil. Mas o pássaro, esperto por natureza, constrói assim a sua morada para se defender de predadores. E não pelo simples e pouco exemplar instinto de gambiarreiro, como faz o ser humano em várias ocasiões.
Em Itacaré a coisa não é muito diferente de outras localidades, onde essa bagunça de fios toma conta do visual urbano. Isto provoca uma sensação ruim de desorganização e afeta negativamente também o próprio ambiente turístico, que é o forte da cidade.
Desde o mês de dezembro do ano passado vem sendo realizada a troca de postes e fiações nas regiões da cidade, uma ótima ação por parte da Coelba, diga-se de passagem. O problema é que quem faz o serviço deixa para trás essa confusão de cabos por toda a cidade. Fios baixos e quase caindo, caixas penduradas, fios que se embolam uns aos outros, entre outras peripécias elétricas. Verdadeiras teias perigosas que provocam uma sensação de medo e de insegurança por se tratar de eletricidade misturada a cabos de internet, entre outros.
Fica aqui um alerta ao Poder Público para que aproveite este período de quarentena, com a paralisação de diversos serviços e do turismo em Itacaré, com a cidade vazia, e promova alguma ação ou faça gestões junto aos órgãos responsáveis para que reorganizem o ambiente urbano e façam um serviço de melhor qualidade. Para tudo tem solução, até mesmo para desemaranhar os fios de um novelo.

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